Não Represe o Rio (2022)

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12/08/2026 por eaiking

Não Represe o Rio é meu terceiro disco, e meu predileto. Além de disco, ele virou o livro Não Represe o Rio: da Procrastinação ao Fluxo. Ambos nasceram da minha digestão de tudo o que aconteceu na pandemia de covid-19, especialmente comigo mesmo:

Uma pandemia mundial, três doses de ayahuasca, muita terapia e um violão. O amanhã ninguém sabe, mas existem amanhãs e AMANHÃS.

Em janeiro de 2020, eu estava na minha praia baiana predileta curtindo a água morna e a família branda, enquanto notícias chinesas apontavam para um beco sem saída e um desvio muito fora do desvio-padrão.

Em fevereiro de 2020, nosso carnaval era pontuado pela dúvida: já chegou o coronavírus nesse bacanal, nadando de braçada na muvuca e na esbórnia?

Em março de 2020, ele chegou com o pé na porta e um murro no baço, mas a gente sabia que daqui a duas semanas tudo se resolveria.

Eu já estava fazendo trabalho de sombra meses antes do mundo inteiro, pendurado de cabeça pra baixo e tentando me conciliar com quem eu sou. O Santo Daime deu-me um espelho para olhar, e quanto mais eu fugia, mais a sombra me seguia.

E nesse contexto nasceu esse disco.

Não Represe o Rio surgiu por conta do córrego do Parque Olhos D’água, em Brasília, onde fiz muitas sessões de terapia à distância, e também tive vários insights após minhas corridas. Um dia, eu estava na beirada do córrego pensando sobre minhas dúvidas em lançar as músicas que havia composto, quando percebi que o rio não se apega à corrente, e que eu as estava represando, bem como meus sentimentos e sonhos. A capa é uma foto que tirei do córrego.

Segue o tracklist:

  • E Aí King, Tudo Certo: samba rock de abertura do disco, falando sobre meu amor à música.
  • Calçada na Beira do Mar: um samba rock com guitarras distorcidas (Jorge Ben + 311) sobre uma belíssima moça passeando pelo calçadão de Ipanema
  • Era uma Vez um Clichê: um reggae no estilo Sublime sobre seguir (ou não) nossos sonhos na vida.
  • Juiz: um punk rock sobre as cobranças que a vida nos impõe por não andarmos juntos com a verdade.
  • Alumiô, É Pêia: minha experiência com a ayahuasca no Santo Daime.
  • Se Liga, Meu Velho: uma música sobre a importância do autocuidado
  • A Régua de Ouro: fala sobre a regra de ouro, como ela funciona (semelhante a um espelho), e como ela funciona como uma régua para medirmos os outros e nós mesmos
  • Maya: música sobre um amigo que estava querendo largar o emprego para virar artista, mas que me deu a impressão de que não estava levando em consideração sua maior riqueza, sua filha Maya.
  • Sonhando em Sua Companhia: música sobre a crença em vida após a morte, e na felicidade do reencontro com quem já perdemos.
  • O Viajante: letra sobre um exercício vedanta do mestre Mooji, onde o participante é convidado a largar suas bagagens da vida para poder descansar junto ao mestre em busca de paz.
  • Vou Ali Ouvir o Rio: música instrumental que homenageia o córrego do parque Olhos D’água (de onde boa parte da inspiração do disco veio) e o livro Sidarta, de Hermann Hesse.

O livro que acompanha o disco, Não Represe o Rio: da Procrastinação ao Fluxo, dá mais detalhes do meu processo de terapia e cura, acompanhando cada música e seus significados pessoais.

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