Discos

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E Aí King? (2010)

O disco de estreia, gravado peça por peça no home studio, mixado no Estúdio Madruga com o Rafael Maranhão, e lançado faixa a faixa pelo Blogspot antes de existir o Spotify. Aqui já está o mapa genético do projeto: MPB, ska, funk rock, samba rock e dancehall se cruzando sem constrangimento.

Armadilhas – Uma música sobre encontrar uma parceira real, numa relação franca e sem armadilhas. Violão de MPB, sintetizadores discretos e uma mistura de dancehall com drum and bass.

Calor do Dia – Versão em português de “Love It”, clássico raggamuffin de Yellowman.

Me Chama de Hippie – Um ska bem-humorado, no estilo Paralamas do Sucesso, sobre um rapaz hippie que se apaixonou por uma garota.

Charles – Funk rock feito para ajudar um amigo que preferia se afundar na bebida e no pessimismo a encarar os próprios problemas.

Bom Senso – Dancehall com samba rock sobre encontrar seu caminho num mundo caótico e cheio de informação.

Paz da Mordaça – Reggae eletrônico sobre as dificuldades da vida, quando tudo acontece e pouco se pode falar.

Sol na Lata – Uma mistura de Asian Dub Foundation com Nação Zumbi, sobre a sensação boa de encontrar um motivo pra viver.

O Homem Mais Bonito de Goianésia – Funk rock com violão de samba rock, sobre o galã mais efetivo do Planalto Central.

Baile – Funk pancadão com guitarras distorcidas, no estilo da Comunidade Ninjitsu.

Canino – Homenagem à minha então noiva, em ritmo de ska.

Vô Caetano – Samba rock sobre reconhecer as dificuldades da vida moderna e se permitir ser um pouco médico — que cura — e um pouco louco.

Co-Labs Volume 1 (2021)

Depois do primeiro disco, alguns amigos quiseram gravar comigo: eu fazia os instrumentais, eles traziam letra e melodia. Esse disco reúne essas parcerias, cada faixa nascida de um encontro diferente, do rock ao reggae jamaicano ao hip hop dos anos 90.

Sounds We Make – Abertura curta do disco: “these are the sounds we make, our hearts at stake, the world never gives a break.”

Infância – Letra de Dubti (vocalista do Grajaú 434), instrumental inspirado em Helmet e 311.

Atraso – Letra de Velo Soul, instrumental inspirado em Living Colour e Snoop Dogg.

Paulatinamente – Letra de Pê Gadelha (Pedro Gadelha), base no estilo Faith No More.

C’Est Quis Ces Gars – Letra do trio Ace Crew Dirty, três rappers da diáspora africana em Brasília, base inspirada na banda alemã Seeed.

Respect – Letra de Paco, cantor gabonês radicado em Brasília, base no estilo de “Count Your Blessings”, de Damian Marley.

Élieu – Velo Soul sobre uma batida folk com guitarras de blues.

Amor Mato — Pê Gadelha num ska em tom menor.

Le Passé C’est Le Passé – Paco + dancehall à la Damian Marley.

Intro – Ace Crew Dirty + hip hop dos anos 90.

Esculacho – Dubti + reggae ao estilo Charlie Brown Jr.

Vacan Bertille – Paco + reggae jamaicano dos anos 80.

Negativité – Ace Crew Dirty + hip hop dos anos 90.

Le Temps Passe – Ace Crew Dirty + hip hop dos anos 2000.

Não Represe o Rio (2022)

Uma pandemia mundial, três doses de ayahuasca, muita terapia e um violão. Esse disco nasceu junto com o livro de mesmo nome, no meio de um trabalho de sombra que o mundo inteiro faria meses depois — leia a sinopse completa na página do livro.

E Aí King, Tudo Certo – Samba rock de abertura, falando do meu amor pela música.

Calçada na Beira do Mar – Samba rock com guitarras distorcidas (Jorge Ben + 311), sobre uma moça linda passeando pelo calçadão de Ipanema.

Era uma Vez um Clichê – Reggae no estilo Sublime sobre seguir (ou não) nossos sonhos.

Juiz – Punk rock sobre as cobranças que a vida nos impõe por não andarmos junto com a verdade.

Alumiô, É Pêia – Minha experiência com a ayahuasca no Santo Daime.

Se Liga, Meu Velho – Sobre a importância do autocuidado.

A Régua de Ouro – Sobre a regra de ouro: como ela funciona como um espelho, e como régua pra medir os outros e a nós mesmos.

Maya – Sobre filhos, realidade e ilusões.

Sonhando em Sua Companhia – Sobre a crença em vida após a morte, e a felicidade do reencontro com quem já perdemos.

O Viajante – Baseada num exercício vedanta do mestre Mooji, em que o participante larga as bagagens da vida pra descansar junto ao mestre, em busca de paz.

Vou Ali Ouvir o Rio – Faixa instrumental em homenagem ao córrego do parque Olhos D’Água, de onde veio boa parte da inspiração do disco, e ao livro Sidarta, de Hermann Hesse.

Dubs & Jams (2023)

Inspirado em The In Sound From Way Out! (Beastie Boys), I & I Survived – Dub (Bad Brains) e Dreaming From an Iron Gate (Groundation + Brain Damage), esse disco revisita o próprio catálogo em chave dub, com uma faixa inédita.

Dub Pills – Faixa inédita, reggae e dub em inglês sobre o poder psicodélico da música, sem efeitos colaterais e nem questões éticas.

Bom Senso Dub – Versão instrumental dub de “Bom Senso” (E Aí King?, 2010).

Atraso Jam – Versão instrumental dub de “Atraso” (Co-Labs Volume 1, 2021).

O Viajante do Dub – Versão dub de “O Viajante” (Não Represe o Rio, 2022).

Paco Dub – Versão dub inspirada nas parcerias com Paco (Co-Labs Volume 1, 2021).

A Jam Mais Bonita de Goianésia – Versão instrumental dub de “O Homem Mais Bonito de Goianésia” (E Aí King?, 2010).

A Régua de Dub – Versão dub de “A Régua de Ouro” (Não Represe o Rio, 2022).

Singles

Entre um disco e outro, alguns lançamentos avulsos, quando uma história pede uma música só pra ela.

Esse Rapaz – 2022. Reggae eletrônico gravado inteiro no iPad, com um olhar bem-humorado sobre o efeito que meu filho recém-nascido já causava nas mulheres.

Lifeboat – 2022. Rock em inglês no estilo 311, sobre o 311 Cruise 2019 — onde vi três shows do 311, além de Fishbone, The Urge, Ozomatli e The Skintz, entre outros.

Brasil-lia – 2023. Funk rock no estilo Red Hot Chili Peppers, sobre Brasília: suas belezas, loucuras e idiossincrasias.

Tudo Pássaro — 2024. Reggae ao estilo Natiruts, sobre uma prima que teve uma vida muito sofrida e que, bem no momento em que finalmente ganhou liberdade, enfrentava pensamentos bastante difíceis. Ela não é citada diretamente na letra, comparei-a a um passarinho que passou a vida inteira preso e, de repente, vê a porta da gaiola aberta, sem saber o que fazer com isso.

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